10.5.12

ΒΑΓΓΕΛΗΣ ΚΥΡΗΣ. ΜΕ ΤΟΝ ΤΡΟΠΟ ΤΟΥ ΤΣΑΡΟΥΧΗ 2





pintura: Yannis Tsarouchis (Grécia)
fotografia: Vangelis Kyris (Grécia)

25.4.12

ΒΑΓΓΕΛΗΣ ΚΥΡΗΣ. ΜΕ ΤΟΝ ΤΡΟΠΟ ΤΟΥ ΤΣΑΡΟΥΧΗ 1







pintura: Yannis Tsarouchis (Grécia)
fotografia: Vangelis Kyris (Grécia)

10.4.12

ΤΟ ΘΕΙΟ ΔΡΑΜΑ



Vanguelis Kiris (Grécia): The holy idol

25.3.12

ΣΥΜΠΟΣΙΟ 2

Aquiles, o filho de Tétis, informado pela mãe de que morreria se matasse
Heitor, enquanto que se o não matasse voltaria à pátria
onde morreria velho, teve a coragem de preferir, ao socorrer
seu amante Pátroclo e vingá-lo, não apenas morrer por ele
mas sucumbir à sua morte; assim é que, admirados a mais
não poder, os deuses excepcionalmente o honraram, porque
em tanta conta ele tinha o amante. Que Ésquilo sem dúvida
fala à toa, quando afirma que Aquiles era amante de Pátroclo,
ele que era mais belo não somente do que este como evidentemente
do que todos os heróis, e ainda imberbe, e além disso
muito mais novo, como diz Homero. [...]
Os deuses honraram a Aquiles enviando-o às ilhas
dos bem-aventurados.

trecho do discurso dο Fedro no "Simpósio" de Platão

10.3.12

ΣΥΜΠΟΣΙΟ 1


Embora de fato os deuses honrem acima de tudo a virtude que vem do amor,
eles admiram, apreciam e recompensam a dedicação do amado ao amante
ainda mais do que a do amante ao amado: pois é mais divino o amante,
já que está possuído pelo deus, do que o amado.


trecho do discurso dο Fedro no "Simpósio" de Platão

25.2.12

ΣΑΠΦΩ. Η ΔΕΚΑΤΗ ΜΟΥΣΑ 4

Simeon Solomon: Safo

Aphrodite em trono de cores e brilhos
imortal de Zeus, urdidora de tramas!
eu te imploro: a dores e mágoas não dobres,
Soberana, meu coração;

mas vem até mim, se jamais no passado,
ouviste ao longe meu grito, e atendeste,
e o palácio do pai deixando,
áureo, tu vieste,

no carro atrelado: conduziam-te rápidos,
lindos pardais sobre a terra sombria,
lado a lado num bater de asas, do céu,
através dos ares,

e pronto chegaram; e tu, Bem-Aventurada,
com um sorriso no teu rosto imortal,
perguntaste por que de novo eu sofria,
e por que de novo eu suplicava;

e o que oara mim eu mais quero,
no coração delirante. Quem de novo, a Persuasiva
deve convencer para o teu amor? Quem
ó Psappha, te contraria?

Pois, ela, que foge, em breve te seguirá;
ela que os recusa, presentes vai fazer;
ela que não te ama, vai te amar em breve,
ainda que não querendo.

Vem, outra vez – agora! Livra-me
desta angústia e alcança para mim,
tu mesma, o que o coração mais deseja:
sê meu Ajudante-em-Comabates!

Safo / Grécia

Joaquim Brasil Fontes: Safo de Lesbos. Poemas y fragmentos (Iluminuras, 2003)

10.2.12

Η ΓΥΝΑΙΚΕΙΑ ΟΜΟΦΥΛΟΦΙΛΙΑ ΣΤΗΝ ΑΡΧΑΙΑ ΕΛΛΑΔΑ


Homossexualidade Feminina na História: do ostracismo à visibilidade social
Lidiany de Lima Cavalcante
A homossexualidade feminina se noticia desde a Antigüidade com informação teórica na Grécia Antiga. Apesar do processo histórico, a homossexualidade feminina não revelou grande expressão, já que apenas a homossexualidade masculina tinha reconhecimento, sendo considerada inclusive como status social aos homens, que se responsabilizavam pela inicialização sexual dos adolescentes, preparando-os na formação masculina.
A expressão da homossexualidade feminina na Grécia mostra-se em poucas referências, as quais podem ser consideradas exemplificando a origem do termo lesbiandade, que tem a caracterização de 'Safo', que foi uma poetisa grega que viveu na cidade Lésbia de Mitilene (capital), ilha de Lesbos que fica ao noroeste do mar Ageu.
Safo que viveu no séc. VII a. C., foi exilada pela ditadura de Pitaco, sendo que morou em Pirra e na Sicília, na Itália, onde se casou e ficou viúva com uma filha chamada Cleis.
De acordo com Após cinco anos de exílio, Safo funda uma escola para mulheres, onde ensinava poesia, música e dança, sendo considerada a primeira escola de aperfeiçoamento da História. Ali Safo acaba se apaixonando por suas discípulas, ressaltando-se principalmente o seu amor por Atis, aquela que vem ser sua maior 'amante'.
De acordo com Lesbos (2003)*, apesar do sentimento de Safo, Atis acaba se apaixonando por um homem, o que leva a Safo dedicar o seguinte poema à sua amante:

Semelhante aos deuses, parece-me que há de ser o feliz
mancebo, que sentado à tua frente, ou ao teu lado,
te contemple e, em silêncio, te ouça a argêntea voz
e o riso abafado do amor. Oh, isso – isso só é bastante
para ferir-me o perfurado coração, fazendo-me tremer
dentro do meu peito!
Pois basta que, por um instante, eu te veja para que,
como por magia, minha voz emudeça; sim, basta isso
para que minha língua se paralise, e eu sinta sob a carne
impalpável fogo a incendiar-me as entranhas.
Meus olhos ficam cegos e um fragor de ondas soa-me
aos ouvidos;
o suor desce-me em rios pelo corpo, um tremor (...).

De acordo com a história, Safo era negra e de baixa estatura, sendo considerada a Décima Musa, contudo, sua poesia sofreu censura pelo conteúdo erotizado, principalmente na Idade Média, pelo tradicionalismo e conservadorismo, tendo restado apenas fragmentos de suas obras (LESBOS, 2003).
Mesmo frente ao contexto da Grécia Antiga a mulher inseria-se no plano secundário, já que poucos escritos ou fragmentos históricos da homossexualidade feminina datam dessa época.

*LESBOS, Safo de. Poemas e Fragmentos de Safo de Lesbos. Tradução Joaquim Brasil Fontes. São Paulo: Iluminuras, 2003.

25.1.12

ΩΔΗ ΣΤΗΝ ΑΦΡΟΔΙΤΗ

Fílippos Margaritis (Grécia, 1810-1892)

Hino de Safo a Afrodite

Em teu trono ofuscante, Afrodite
Sagaz filha eterna de Zeus
eu imploro: não me esmagues
de aflição,
vem a mim agora – como certa vez
ouviste meu longínquo lamento, e cedeste,
e te ausentaste furtivamente da
casa de teu pai
para jungir pássaros em tua áurea
carruagem, e vieste. Vistosos pardais
trouxeram-te ligeira para
a sombria terra,
suas asas vergastando o médio céu.
Feliz, com lábios perenes, sorriste;
“O que há de errado, Safo, por que me
chamaste?
O que deseja o teu tresloucado coração?
Quem deverei fazer amar-te?
Qual delas voltou as costas a ti?
Deixa que ela fuja, logo virá atrás de ti;
Recusei dela os favores; e logo serão teus.
Ela te amará, ainda que não saiba nem queira”.
Vinde pois a mim agora e liberta-me
de espantosa agonia. Labora
por meu tresloucado coração. E sê
de mim aliada.

Safo / Grécia

10.12.11

ΖΕΥΓΑΡΙΑ ΑΝΔΡΩΝ ΣΤΗΝ ΑΡΧΑΙΟΤΗΤΑ 1

A fama de Harmodio e Aristogitão como paladinos da democracia atravesou toda a Antigüedade e estendeu-se por várias outras cidades-estados. […]
Outros casais também foram cultuados na Antigüedade. Na época de Aristóteles, a tumba do legislador Filolau, o Corintio, responsável pela sistematização das leis tebanas e de Diocles, atleta olímpico premiado, era um verdadeiro ponto turístico, visitado por muitos adeptos do amor grego. Eles foram amantes y viveram juntos em Tebas, onde foram enterrados juntos, como era costume entre os casais casados. No século IV a.C., Cáriton e seu amante Melanipo lideraram uma conspiração contra Falaris, tirano de Agragas; segundo Dover, o tirano os teria perdoado por causa de sua coragem diante da tortura a que teriam sido submetidos.
Era comum também que os amantes gravassem os nomes dos seus amados em paredes, muros, árvores, especialmente no bairro de Cerâmico. O maior escultor grego, Fídias, gravou o nome de seu querido no dedo de sua estatua de Zeus em Olímpia, escrevendo nela “Belo Pantárquio”.


Amílcar Torrão Filho: Tríbades galantes, fanchonos militantes. Homossexuais que fizeram história (Ed. GLS, 2000)
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